ERASTO GURGEL BANHOS viveu intensa e alegremente de 1919 a 1991. Meus agradecimentos especiais à D. Odete (viúva) e aos filh@s Celia, Nice, Vavá e Eliton Banhos que, amorosamente, cederam material e depoimentos valiosos para o blog.
O blog é em homenagem à vida e à obra deste grande ser humano que há 20 anos foi brincar em outras paragens, à beira d'água. Viva o Palhaço Alecrim, Viva Erasto Banhos, sempre!!!

sábado, 30 de julho de 2011

Homenagem ao Mágico Chamon e ao Palhaço Alecrim no youtube

Homenagem no youtube dos Palhaços Trovadores ao Mágico Chamon e ao Palhaço Alecrim :


fonte http://www.youtube.com/watch?v=VIbGmFcdVsM

Artigo semanal de Raimundo Sodré: "Clube do Garoto"

Mas quando que mamãe deixava. Eu até que ficava na vadiagem, em julho. Ia pescar na escadinha do Ver-O-Peso, frequentava a matinê (que era à tarde) do cinema Paraíso, podia ligar a TV de tardinha para ver o Alecrim, ou ir até lá mesmo, ao vivo, no Clube do Garoto disputar ‘um quilo de bombom’, no cabo-de-guerra com a molecada do Remo...mas sair de Belém, nananina. Mamãe não deixava. Uma emendada dessas, na corda da última semana de férias, de jeito e maneira. Mamãe cortava logo. E eu, nem arreliava com isso. Não fazia por onde, também. Embora tivesse um espírito absolutamente rueiro, nunca fui mundano (e, até hoje, os escaninhos de Santa Maria de Belém do Grão Pará são o meu mundo). Por outro lado, sempre fui do trampo. Desde que me entendi por gente, corri atrás do dindim. Não tinha muito tempo mesmo para charlar por Moscou, como (diziam que) faziam muitos dos meus camaradinhas da escola. Mesmo na frouxidão das férias, alugava uma bicicleta para esmerilar lá na baixada do Areal, levava uma geladeira cheia de laranjinha (e uma ‘gilé Platinoplus’ pra cortar o plastiquinho), faturava uns Cabrales e depois descia para um mergulho proibido no igarapé do Zé, porque santinho, também não era.
A história que eu tinha pra contar das minhas férias não trazia emoções além do marco da primeira légua. E não era só eu que tinha essas restrições. Meus colegas também. Mas eles se fechavam em casa (consumiam-se com as trairagens do índio Mingo, no seriado Daniel Boone e nas pelejas do João Coragem pra conseguir um diamante deste tamanhão, na novela da Janete Clair) e não davam as caras na rua (não eram rueiros). A grande paga era na volta às aulas quando tínhamos que nos virar para escrever uma redação sobre os nossos momentos felizes em balneários bucólicos. Aí, era mais quem inventava. Eu, então, vigi, mentia muito. Contava sobre os piqueniques em Marudá, viagens para Mosqueiro no navio Presidente Vargas; banhos de igarapé na casa da tia Irá, nos meandros do Acará; Descrevia direitinho quando fui passar o dia lá no Tenoné, na casa de um tio que nunca existiu e a quantidade de gatos e bananeiras que vi no quintal da tia Ana, num passeio que fizemos, eu, mamãe e as meninas, num domingo à tarde, ‘pras bandas lá da Mucajá’ (o único episódio verdadeiro encravado na minha redação).
Tirando uma prosinha raquítica aqui, outra ali, de vera, o grosso da minha redação era tudo lorota: as minhas férias, quando garoto, foram inevitavelmente (e prazerosamente), pelas ruas de Belém.
(Estava num pé e n’outro pra falar sobre essas invencionices de menino-péssimo, na hora de escrever uma redação com o tema ‘minhas férias’, e me ocorreu falar do Clube do Garoto. Era um programa infantil apresentado pelos palhaços Alecrim e Carequinha - a dupla que acompanhei mais de perto, porque houve outra formação. E vem à memória, o meu primeiro emprego de carteira assinada como empacotador no supermercado Pão de Açúcar. Um certo Erasto Banhos fazia compras lá. E os boys, como eram chamados os moleques que arrumavam as compras nos paneiros à época, engalfinhavam-se para atender aquele Senhor Banhos. Eu ficava meio aquele para saber o motivo de tanta disputa. É que ele era o palhaço Alecrim, segredavam alguns. Arrodeávamos o homem, nos fazendo de incrédulos. Pedindo para que ele desse uma prova de que era mesmo o palhaço de nossas tardes. Até que ele impostava a voz algo anasalada e discorria no bordão “Secretãããria, traga um quilo de bombom aqui para os nossos amiguinhos”. Era. Era ele, e nós, moleques, folgávamo-nos a valer).

quinta-feira, 28 de julho de 2011

"Alecrim, o palhaço da minha infância" - Raimundo Sodré

Recebi por email e compartilho: 


caro amigo,
tava começando a escrever a minha crônica dessa semana
e como cito o clube do garoto,
fui ao Google
para saber de Alecrim, o palhaço da minha infância

dei com o teu blog
que surpresa agradável
que homenagem legal, prestas ao grande Erasto

cara, fiquei emocionado

parabéns pela iniciativa
um abraço
fique na paz

  Raimundo Sodré

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Família do Palhaço Nequinho aparece!!!



Compartilho uma ótima notícia aqui com o público fã da dupla Nequinho e Alecrim. Há alguns dias, recebi telefonema da simpática Rozangela Oliveira, filha de Manoel Angelo de Oliveira, o nosso querido Palhaço Nequinho. Rozangela achou nosso blog e ficou muito feliz de ver a pequena homenagem que fizemos a Nequinho, seu pai. 


Numa longa e emocionante conversa, Rozangela confidenciou-me várias histórias do ser humano maravilhoso que foi Nequinho, sobre seu PROGRAMA CLUBE DO GAROTO, onde atuou por 6 anos, durante os quais conheceu Alecrim, que virou seu parceiro, amigo e compadre. 


Hoje Rozangela mora em Fortaleza e a viúva de Nequinho em Salvador juntamente com um filho. Em breve, pretendo encontrá-la para quem sabe construirmos juntos um blog para o Palhaço Nequinho, socializando aqui na net todo o material que a família tem em seu poder. E assim, possamos ter mais uma justa homenagem para uma pessoa que fez tanta gente sorrir.


Jonas Banhos
jonasbanhosap@gmail.com
twitter @jonasbanhos
facebook  Jonas Banhos



Palhaço Nequinho e Alecrim no Blog Pelas Ruas de Belém

Posto aqui mais uma matéria que encontrei na internet sobre o Palhaço Alecrim e seu terno parceiro, o Palhaço Nequinho. Tá no blog  http://pelasruasdebelem.zip.net/arch2009-03-01_2009-03-31.html, publicação de 13/03/2009:




"E no Jornal Pessoal da segunda quinzena de março, que acaba de chegar às bancas, Lúcio Flávio Pinto qualifica o Pelas Ruas de Belém como um “interessantíssimo blog”. Isso para contar a história da revelação, feita neste espaço, do nome do palhaço Nequinho, talvez o primeiro palhaço de grande popularidade em Belém, fruto da penetração da TV Marajoara, nos inícios da televisão no Estado, 1961 em diante.

Depois de transcrever parte do post que trata do assunto (pode ver esse post clicando aqui) o Jornal Pessoal orienta que “quem quiser mais, vá ao blog, no qual ele (no caso, eu!) vasculha seus enormes arquivos e circula pela cidade com seu olhar de lince”. Menos, menos, eu complemento. Os arquivos, nem tão enormes, até que foram bem selecionados ao longo do tempo, e o olhar anda bem menos lincento do que eu gostaria...



No embalo do tema, reproduzo aqui ao lado uma foto dos palhaços Alecrim e Nequinho, entregando um prêmio a uma criancinha, em pleno programa “Aí vem o circo”, na TV Marajoara. Quem será ela? Publicada em A Província do Pará em setembro de 1963, no suplemento especial pelo segundo aniversário dessa emissora."


[Dalmiro Freitas] [Belém] 
Fernando, voltei a circular Pelas Ruas de Belém. Parabéns! Está excelente. Agora, me tira uma dúvida: a Tacimar Cantuária era irmã do Alecrim? Abraço, dalmiro.




20/03/2009 21:22 


RESPOSTA:
Para que todos tenham conhecimento, aqui está a resposta enviada ao Dalmiro: Segundo o Raymundo Mário Sobral, testemunha ocular da história da TV Marajoara, a Tacimar era sobrinha do Alecrim (Erasto Banhos). Está em carta que enviou ao Lúcio Flávio sobre esse palhaço - e que originou a tal minha pesquisa sobre o Nequinho. Podes ler a carta do Sobral no site do Jornal Pessoal (http://www.lucioflaviopinto.com.br/?p=573#respond) Mas tenho agora outra fonte: a dissertação de mestrado do Marton Maués, na UFBA, registra que ela era efetivamente sobrinha dele. E mais: que foi ela que o levou para a TV Marajoara - Tacimar já trabalhava em rádio desde os anos 1950 e estava na Marajoara quando a TV foi inaugurada. Isso bate certinho com a informação do Sobral. Podes ler esta dissertação em http://www.bibliotecadigital.ufba.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=1550 Pronto. Enigma desvendado.

domingo, 10 de julho de 2011

20 anos sem Erasto Banhos, o nosso Palhaço Alecrim



Viúva D. Odete e filhas Nice e Celina e eu, primo, Jonas Banhos





Hoje 10 de julho, 20 anos sem Erasto Banhos, o nosso 

Palhaço Alecrim. Nada melhor do que relembrar, em 

família as alegrias e reverenciar a memória deste 


pioneiro das artes circenses no Pará e na Amazônia. 



Viva Alecrim!!!